Primeiro a poesia, depois a agonia.
Vejam nos tópicos abaixo o que aconteceu comigo. Por enquanto, prá começar mostro mais uma vez o porquê da minha preferência pelas poetisas – vejam a beleza dessa poesia da Maitê publicada mês passado.
“Amor Desfeito”
Quando você faz amor comigo,
Meu corpo todo, cada pêlo,
Cada órgão lá de dentro,
Sorve aquilo de tal jeito,
Que não sei como é que o peito,
O coração ali desfeito,
Tudo enche estufa cresce
E se esvazia ao mesmo tempo
Num instante vou morrer
No outro me acho
plena de você
Quando você faz amor comigo,
E que à tarde a gente deita,
O mundo pára o rodopio,
E em conduta de desvio
A lua acende sendo dia
E eu te lavo, cuido, gueixa
Dou comida, cafuné
Que em meu sonho o mundo aceita
eu serva sua satisfeita.
Você, meu macho.
Eu, imperfeita.
Eu, relevante
Num instante ia morrer
No outro me acho, bobo,
Livre de você.
E se hoje vens zoar comigo
Com esta cantada em sustenido,
Agora que és passado antigo
Eu vejo bem, foi só desejo
Gostava, e pouco, é do teu beijo
Ta cheio aí bonito, limpo
Quem sabe até bem mais distinto
Pronto pra amar o amor que sinto.